Novelas do Oeste Distante

Novelas do Oeste Distante

terça-feira, 20 de junho de 2017

NOD081. O tesouro dos confederados

 

E eis mais um livrinho, este assinado por Orland Garr, a tratar a célebre questão do tesouro reunido pelos apoiantes da causa do Sul que terá desaparecido após um ataque aos que o transportavam. Desta vez, enaltece-se o papel do homem que o protegeu, escondeu e acabou por morrer por falta de assistência e retoma-se a sua busca numa povoação pejada de foragidos.
Dois homens do exército dos USA dirigem-se àquele local disfarçados de caçadores e, em breve, um deles encanta a menina mais bonita do local e decifra o misterioso desaparecimento com a ajuda do seu amigo índio.

terça-feira, 13 de junho de 2017

NOD080. Homens ou feras?

 
A guerra estava decidida. Um grupo de oito homens do Sul foge ao exército vencedor, receando a morte ou a prisão. Numa cabana, uma jovem cuida do seu bébé que dorme e tenta resistir à sua invasão. É morta e abandonada. Pouco depois, o marido chega a casa e depara-se com aquele espetáculo iniciando imediatamente uma perseguição sangrenta. Aquelas feras, com a forma de homem, foram abatidas uma a uma...

sexta-feira, 2 de junho de 2017

NOD079. Kit "Gatilho"

 
 
Kit "Gatilho" é uma obra que apaixona os saudosistas da mítica coleção Búfalo. Nela encontramos uma trama cara à geração de 50. Um miúdo tem de fugir da sua terra natal para não ser morto por um facínora que quis apoderar-se da propriedade dos pais. Foi ajudado por um rancheiro que, para além de lhe entregar a arma do pai, lhe deu mil dólares para as primeiras despesas. Aprendeu a usar as armas e voltou oito anos depois disposto a reaver o que lhe pertencia e a dar aos facínoras o destino merecido.
Será digna da imagem que goza junto dos leitores do nicho? Confesso que não consegui chegar ao fim do livro. As situações são por demais fantasiadas para se acreditar na possibilidade da sua execução. Mas era esse um dos aspectos que entusiasmava os leitores da época como que desejosos de encontrar super-poderes nos heróis da pistola. Aqui fica para o vosso julgamento após o que será religiosamente guardada.

domingo, 28 de maio de 2017

NOD078. Um cigano no «Far-West»


Vários homens cruzam-se com um cigano na sua caminhada para a terra do ouro onde procura encontrar um novo rumo para a sua vida. Todos eles começam por pensar que foi ele quem executou alguma ação menos recomendável, mas todos abandonaram essa ideia e ele acabou por acompanhá-los numa caminhada que o levaria a encontrar a mulher dos sonhos.
Trata-se de mais uma novela divertida do grande Raf G. Smith publicada no número 71 da Coleção Cow-boy.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

NOD077. A morte espera no cemotério

 
Quatro homens reencontram-se depois de alguns anos em que um deles era procurado por todos os outros. Ele, Paul, tinha participado com eles num assalto e fugira com a totalidade do bolo. Agora estava perante a ameaça de armas e a ordem para entregar aquilo de que se apossara. O perfil dos três homens que o procuravam era muito diferente. Um deles, Stevens, inclusivamente, tinha mudado de campo. Agora era representante da lei e queria recuperar o dinheiro para o devolver. Outro, Pierre, era sempre sensível ao apelo da honestidade.
O dinheiro estava escondido num antigo cemitério índio e uma estranha caravana, onde não faltava, a noiva do que fugira com o dinheiro, Luci, pôs-se a caminho para o recuperar e enfrentar um conjunto significativo de desafios, inclusivamente o do nascer de paixões. Que se passaria? Seria o dinheiro devolvido? Ou alguma armadilha estaria à espera de um grupo tão diferenciado.
Eis um livro muito interessante de John Weiber que faz cruzar este estranho grupo com um assalto a uma diligência, fazendo os seus elementos tomar uma posição ao lado dos «bons» que, veio-se a demonstrar, não seriam tão bons quanto era de acreditar.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

NOD076. «Apache» e as «feras»

 
 
Na diligência para Oklahoma City seguiam três homens e uma mulher. Um era o governador do Estado o qual se fazia acompanhar um agente federal e dum pistoleiro mestiço procurado no Texas por ter morto em duelo um homem cuja arma estava descarregada. A mulher era a jovem filha do governador que nutria um sentimento especial pelo pistoleiro.
Uma paragem com a entrada de um rural do Texas acompanhado de um prisioneiro introduz significativa mudança nas emoções daquele gente. O agente federal reconhece no prisioneiro alguém que tinha assassinado a sua jovem esposa alguns anos antes.
Acresce que a diligência transportava significativo montante em dinheiro e a informação relativa a esse facto terá chegado a alguns amigos do prisioneiro.
O livro termina com uma carga emocional muito forte, já que a história de amor entre a jovem e o mestiço é ceifada pela morte.
Um livro muito interessante, pena ter sido publicado com cortes e não numa coleção com outro perfil.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

NOD075. Gatilho implacável

 
 
Uma jovem vai viver para casa de um bêbedo, pai de uma amiga que entretanto vive sozinho, porque não suporta o ambiente em casa da madrasta. Passado algum tempo ambos aparecem mortos em condições pouco claras. Agnes, a filha do indivíduo bêbedo, é mal recebida na povoação, mas pretende deslindar o que se passou.
Curiosamente, um pistoleiro chega ao mesmo local na mesma altura. Procura alguém que lhe abateu o irmão. O encontro com Agnes foi decisivo para o desenlace que agradou a ambos.
Este texto de Mortimer Cody tem alguns momentos agradáveis de leitura, mas é um tanto confuso. Aqui fica para julgamento dos frequentadores deste espaço.

sábado, 22 de abril de 2017

NOD074. Sepulturas sem nome

 
Três apoiantes da causa do Sul, estabelecidos na Califórnia e donos de razoável fortuna, resolveram enviar um carregamento de oiro para apoiar o exército confederado. As coisas não correram bem, o carregamento não chegou ao seu destino e foi escondido por um dos elementos que o acompanhava o qual entregou à filha o nome dos beneméritos e um mapa com a localização do carregamento.
Terminada a guerra, um antigo oficial do Sul é sondado para devolver o ouro aos seus legítimos proprietários e começa aí nova aventura em que novos interesses se vêm a manifestar traduzindo-se em enorme tiroteio e «sepulturas sem nome».

sexta-feira, 7 de abril de 2017

NOD073. Homens da fronteira


No final da guerra civil, o coronel do exército confederado Jack Slade voltou à sua terra com o objectivo de refazer a vida contando encontrar em boas condições o irmão e a noiva. Mas a sua esperança em breve se desvaneceu. Um traidor à causa do Sul tinha abatido o irmão, reduzindo o rancho a destroços e tinha seduzido aquela em quem acreditara.
Iniciou então uma odisseia solitária para dar àquele homem o castigo que entendia merecido.
Este é um livro que demonstra a excelência da qualidade narrativa de Joe Sheridan, um autor sempre preocupado com pormenores de precisão geográfica e que consegue transmitir sentimentos e emoções humanas. É incrível como se consegue percorrer quase metade do livro só com os problemas da personagem central, sem fazer intervir outros.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

NOD072. Um pistoleiro a soldo

 
Este livro obedece à trama usual de Joe Mogar. Há relações escondidas entre os personagens que os fazem deter um papel determinado na história a qual acaba por se desenrolar de forma inesperada.
Neste caso, na sequência do assassinato do pai, uma jovem disfarçada de rapaz contrata um pistoleiro, um homem amargurado por um passado em que a família foi destruída, que a consegue fazer assinar um papel comprometedor. Uma visão de algo comovente faz com que o pistoleiro abdique dos direitos associados ao documento comprometedor e tenha um papel crucial para uma finalização da história de acordo com o padrão usual.

quarta-feira, 22 de março de 2017

NOD071. O justiceiro

 
Esta é a história heroica de Jim Brown que lutou contra o próprio patrão quando este quis arruinar o velho Sam para se apossar do seu rancho.
Claro que havia uma menina encantadora pelo meio, mas para saberem tudo é melhor ler este conto em bom tempo publicado no Cavaleiro Andante. Pena esta revista não ter divulgado nomes de autor e desenhador.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

NOD070. Espingardas na pradaria

 
 
Jim Evans fora raptado pelos índios, numa altura em que eles massacraram a sua família. A irmã, Evelyn, fora adoptada por uma família. Jim foi criado no meio dos Cheyenes ao lado de Pawa-Shaka, filho do grande chefe. Um dia, conhecedor do massacre a que a sua família fora sujeita, abandonou aqueles homens e voltou ao meio dos homens brancos. Passou a combater os índios com todas as forças na companhia do seu amigo Alan Carter.
O massacre de um grupo de soldados e consequente roubo de enorme quantidade de ouro veio a modificar a nova vida de Jim. Entre os destroços foi encontrada uma rapariga que passou a acompanhar Jim e Alan, despertando neles algo semelhante uma paixão.
Jim veio a descobrir que o seu irmão índio Pawa-Shaka estava relacionado com brancos que tinham dizimado a expedição para se apoderar dos valores transportados e a sua luta para repor a verdade foi enorme. É nesse contexto que descobre que a jovem que o acompanhava era a sua irmã Evelyn...
Eis um livro de Peter Kapra bem pequenino e com revelações que quase não cabem nas suas curtas sessenta páginas. Aqui fica...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

NOD069. Vil traição



«O Mexicano» e a sua quadrilha atuavam na zona fronteiriça entre o Texas e o México. A sua fama era terrífica, já que se dizia que nunca deixavam com vida as suas vítimas.
Morris HUnter e a sua família regressavam a Wander depois de o mesmo ter passado algum tempo como pesquisador de oiro e ter conseguido amealhar uma quantidade que lhe permitiria mudar de vida. Ao passarem por Álamo Negro foram avisados pelo xerife sobre os perigos que a sua travessia poderia ter, mas não levaram o aviso em conta. Prosseguiram e tiveram o triste destino que muitos outros tinham experimentado. mas como soubera «O Mexicano» do que levavam consigo?
É a descoberta desta estranha relação de um bandido com pessoas de Álamo Negro que o autor, Louis Rock, nos procura esclarecer, por vezes de uma forma menos convincente, mas com um desenrolar de ação suficientemente agitado para tornar esta novela legível.
A capa, excelente, não assinada, mostra um pormenor da heroica luta da família Hunter contra a poderosa quadrilha.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

NOD068. O rancho cobiçado

(Coleção Bisonte, nº 129)
 
 
Bert Hartfield era um agente da lei que, tendo falhado na captura de um criminoso, partiu na infrutífera missão de o encontrar e aprisionar.
Era um homem triste e frustado aquele que, determinado dia, acampou num bosque do Wyoming. E aí mais uma vez pareceu repetir-se o seu falhanço. Ouviu tiros, não viu ninguém e não ligou. No dia seguinte, partiu e, pouco depois, encontrou um homem baleado agarrado a uma ferida para impedir a saída de sangue e praticamente inconsciente. Socorreu-o, ajudou-o a chegar ao seu rancho e pouco depois conheceu uma série de problemas que aquela família atravessava.
Os encantos de uma jovem fizeram-no apoiar essa família e o curioso é que em breve viria a cruzar-se com o homem que há tanto tempo procurava e que agora manobrava uma teia que se mexia para se apoderar de um rancho cobiçado.
Ao contrário do que se lê na capa, este livro deve ser atribuído a Paul R. Mayfair em vez de A. G. Murphy. Aliás, tal é notório mal se começa a leitura. O livro, apesar do interesse, é entediante, não tem o encanto dos de Murphy. Apesar de tudo será reproduzido no «Novelas»

domingo, 29 de janeiro de 2017

NOD067. Os endemoniados

 
 Alguns dias depois de ter sido admitido no rancho de David Corby, o jovem Jack Hewitt foi surpreendido pela indesejável visita de três facínoras que importunaram a bela Katy e o humilharam. Aproveitando um momento em que não o estavam a observar, atacou-os com café a ferver e uma arma e o resultado foi devastador: cegou um deles, maltratou outro e feriu um terceiro. Começou aí uma história de ódio dos três meliantes perante o rapaz os quais julgaram vingança.
Quem pareceu não ter ficado muito satisfeito com a atuação de Jack foi o dono do rancho que lho manifestou e acabou por sugerir-lhe que se afastasse. Jack afastou-se em silêncio, mas todos estranharam a sua atitude inclusivamente a bela Katy que se despediu dele da mais terna das formas.
Jack nunca revelou o que o tinha afastado do rancho, mas o desenvolvimento posterior da novela veio a revelar-nos a estranha relação de Corby com os meliantes e a trazer um desenvolvimento mais consentâneo com os interesses do rapaz.
Eis um livro muito engraçado de Med Ryman que vamos publicar por inteiro no «Novelas».

domingo, 15 de janeiro de 2017

NOD066. Um homem chamado «Furacão»

 


Não se sabe bem porquê, um homem chamado “Furacão” chegou a uma povoação chamada Mannpyn e abateu em duelo um rancheiro, mal este o viu e reconheceu. Ele procurava esse e mais dois homens os quais viviam disfarçados como pessoas honestas depois de, na versão do matador, terem cometido bastos assaltos em que ele também tinha participado e pelos quais tinha cumprido pena de prisão.
John Washington não esclarece os motivos deste ajuste de contas mas tudo leva a crer ter existido uma traição daqueles homens relativamente ao ex-presidiário o qual acaba por se relacionar com a filha do primeiro daqueles homens. Afinal, a rapariga é vítima de roubos por parte de alguns dos seus empregados e vai contar com a sua ajuda para acabar com esses malfeitores.
A novela é agradável de ler mau grado alguma inconsistência no argumento. Onde se nota alguma falha é na caraterização espacial. Washington, um pseudónimo para Joaquim Ferreira Martins, descreve bem, logo de início, o local da ação, mas não a situa geograficamente… sabe-se lá onde é Mannpyn. Por outro lado, os nomes atribuídos aos diversos participantes, por vezes são esquisitíssimos, como é o caso do vaqueiro McCby (alguém consegue pronunciar isto?) e do próprio O’Crosby’s.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

CNT013. O Desfiladeiro do índio

 
Poderá um índio, uma criatura selvagem, sem princípios, um dia ir contra os interesses da sua tribo por gratidão e amizade a um grupo de brancos? Este é o fio condutor desta história que relata o reencontro de Trevor e Kapiak num momento em que o primeiro tinha de cumprir uma missão importante, o seu cavalo estava morto e ele ferido.
A história, não assinada, foi publicada no fascículo do Cavaleiro Andante 433. Também desconhecemos o autor da ilustração

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

NOD065. Furiosa

Elisa era uma formidável lutadora pelos seus interesses, mas, um dia, afastou-se do seu habitat natural quando, por sua culpa, alguém foi abatido. A sua natureza «Furiosa» veio ao de cima tal como o relata Cesar Torre com toda a maestria

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

NOD064. Implacável


Ainda adolescente, Frankie assistiu impotente, porque amarrado e arrastado por um cavalo, ao modo como o seu amigo Amos era assassinado por três bandidos de Holmwood, secundados pela respetiva população. Sorte diferente teve a noiva deste a quem ele amava em segredo. Foi violentada e reduzida à mais baixa condição sendo obrigada a oferecer-se num bar da povoação.
Um dia, Frankie voltou para se vingar... e foi implacável.
Eis uma obra violenta e um tanto inesperada de Jan Hutton, um bom exemplar da Coleção Cow-boy.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

NOD063. Rio ensanguentado

Quando Dave Reynolds, usando o nome de Panhandle Smith chegou perto do rancho Doubleday, estava longe de pensar que toda a sua vida iria ter uma mudança radical. Reynolds não era uma boa peça, vinha fugido de longe, com um mandato de captura atrás, depois de a sua quadrilha ter sido dizimada. Mas encontrou um homem ferido pertencente àquele rancho e tratou de o socorrer. A partir daí juntou-se à família Doubleday que estava a ser pressionada por uma quadrilha de ladrões.
Mais uma vez, Mc Carr traz o vilão para junto da família honesta onde ele sofre notável transformação e acaba por se regenerar. Estamos de novo no universo de «Cholla» Jim ou de «O falso salteador». Para saber como tudo se passou, leia «Rio Ensanguentado».

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

CNT012. O homem de El Paso

«O homem de El Paso» é uma história assinada por Charles Richard, publicada nos fascículos do Mundo de Aventuras 347 a 350. Trata-se da descrição das atribulações a que um advogado foi sujeito quando se deslocava de diligência com o objetivo de participar no julgamento de alguns facínoras.
A história tem ilustrações em que uma delas é assinada por Carlos Alberto.
Não sonhamos com quem seja este Charles Richard o qual encontrámos em outras histórias embora em pequeno número.
Dada a pouca qualidade da impressão, não foi possível fazer reconhecimento ótico de caracteres pelo que a publicação é feita a partir de uma digitalização dos fascículos do MA.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

NOD062. Ódio entre irmãos

«Ódio entre irmãos» é um livro de César Torre que culmina no casamento do mexicano Dâmaso Flores com uma «gringa».
Dâmaso tinha sido encarregue de procurar o filho de Peter Arden, um filho abandonado por este em criança nos braços da mãe, num momento em que o progenitor se dedicava a atividades pouco recomendáveis. O certo é que um dia o velho Arden procurava um sucessor para os seus bens e, perante a oposição dos irmãos, enviou o mexicano em sua busca.
O jovem, impulsivo e rápido como o pai, acabou por ser encontrado numa perigosa ação de transporte de pólvora a cargo de uma companhia de caminho de ferro cuja implantação era mal vista por uma companhia de diligências. E a ação da novela aborda consequentemente este conflito no qual se cruzam o filho de Arden, o mexicano Dâmaso e duas mulheres. E já adivinham o desenlace…
Eis uma novela muito engraçada, com ilustrações bem elaboradas supomos que por Jobat, para além da capa excelente que nos parece de Longeron. O texto é bastante interessante, pena os cortes a que terá sido sujeito para caber num volume da minúscula coleção Cow-boy.
 

domingo, 4 de dezembro de 2016

CNT011. Um tiro na pradaria

Ao longo da procura de BD para digitalizar nas revistas das décadas de 50 e 60, encontram-se sempre contos e outras peças interessantes de literatura que é uma pena deixar esquecidas.
Estão neste caso as publicadas quase semanalmente no Cavaleiro Andante. Pena que, na sua esmagadora maioria, não sejam identificados autores do texto nem ilustradores.
É o caso deste interessante «Um tiro na pradaria».

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

NOD061. Sangue no seu destino

 
Um polícia rural segue um bando de malfeitores, conseguindo localizá-los numa cidade onde se desencadeia formidável combate. Apesar de sair vencedor, os seus precalços não terminaram, pois o dinheiro que recuperou para os seus legítimos proprietários tinha sido visualizado por uma artista de saloon que, num ápice, passou a palavra a outros indesejáveis.
Tex Taylor traz-nos uma novela do Oeste onde as primeiras cinquenta páginas são este duelo empolgante que terminou com o ferimento do jovem rural que, cumprida a sua missão, procurou afastar-se da cidade e acabou por ser recolhido num rancho onde o trataram. A segunda parte da novela é o relato do encontro com uma jovem formosa e da batalha com índios revoltados contra caçadores de bisontes e outros brancos que ocupavam o seu território.
A magnífica capa de Cortiella mostra um pormenor da luta contra os índios. A formosa rapariga tentou ir tratar dos feridos, mas um índio tentou abatê-la, só sendo impedido pelo herói da novela. No final, a menina e o herói ficaram unidos para sempre.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

CNT010. Terras Selvagens

O primeiro conto de Jorge Magalhães foi publicado quando este tinha tinha 20 anos nos fascículos do Mundo de Aventuras 491 a 493. Nele, o autor evidencia uma escrita de qualidade excelente, trazendo-nos a história de um caçador solitário que, quando embriagado pela beleza da paisagem, deparou com um ataque de Pawnees a uma caravana. Aqui deixamos essa preciosidade com ilustrações de Jobat.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

NOD060. Seis quadrilheiros

 
Will Dewey era um vaqueiro errante à procura de trabalho. A presente novela surpreende-o a caminho de Winslow onde pensava haver trabalho, montado no seu fiel cavalo «Red». Mas um grupo de seis quadrilheiros intercetou-o e, depois de se apoderar de toda a sua fortuna, setenta e dois dólares, proveniente do seu último contrato, resolveu deixá-lo de mãos atadas em cima do cavalo, corda ao pescoço. O fiel «Red» não se moveu até que um inesperado índio convertido à fé cristã libertou o vaqueiro.
Will, cheio de gratidão, partiu para o seu destino, o rancho dos Mac Leane que, segundo o seu novo amigo, podia dar-lhe trabalho. Mas mais uma vez os seus intentos foram frustrados. Do rancho nada restava depois da passagem dos quadrilheiros. Ou melhor, restava uma jovem que, salva por Will, o contratou para a acompanhar na perseguição aos malvados. E a partir daqui, desenrola-se uma nova história para o valente «cow-boy».
Eis um belo livro de O.C.Tavin, um livro com uma capa excelente que merece ser lido por inteiro.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

NOD059. O guerrilheiro


Uma visita ao OLX permitiu este contacto tardio com este livro da Coleção Califórnia, «O guerrilheiro», o qual mereceu uma apresentação escrita de modo um tanto estranho à Editorial Ibis:

«COLECÇÃO CALIFÓRNIA—insere um volume que pode ser considerado como especial, pois de um assunto que interessa sobremaneira aos leitores habituais deste género de leitura: a velha questão entre o Norte e o Sul — a velha questão de guerra entre os dois pontos do mesmo país. Desta vez, surgem os guerrilheiros como fulcro de ação, e para além da intensidade dramática nascida da luta entre irmãos — surge um caso de amor, que não tarda a constituir motivo aliciante de interesse dentro da ação. Um livro feito por Cliff Bradley com a acuidade de quem está documentado sobre a história da América do Norte, e possui o sentido psicológico das personagens que põe em movimentação. Um livro que honra a tradição da COLECÇÃO CALIFÓRNIA!»


Resta acrescentar a estas estranhas linhas que a tradução apresenta inúmeras gralhas fazendo com que por vezes a frase soe bastante mal. E mais uma vez as alusões aos negros por parte do senhor Bradley nos parecem um tanto racistas.
Na publicação que aqui deixamos, mantivemos as assinaturas de posse por nos parecerem de interesse.

 

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

NOD058. Traição Fatal

 
(Coleção Bisonte, nº 111)
 
A ação desta novela passa-se no Estado da Califórnia num momento em que esta ainda não tinha sido integrada na União e em que eram conflituosas as relações entre aqueles que pretendiam a sua ligação ao México, a sua consolidação como estado independente e a sua integração nesse espaço mais vasto.
Esse formidável conflito levou a que um respeitável mexicano (Ensenada) reunisse um conjunto de homens com o objetivo de criar os maiores problemas aos «Ianques».
Joe Stickwell, um homem de sangue mexicano e descendente de uma irlandesa foi vítima de formidável traição por um companheiro que era ajudante do xerife de Erva Boa. Este, num momento em que ele fora mobilizado para dar caça a um malfeitor, retirou as balas da pistola que ele iria utilizar, procurando que a ação não lhe saísse bem de forma a ver-se livre dele. Mas um imprevisto de última hora acabou por fazer com que o seu próprio filho fosse encarregado dessa tarefa, acabando o mesmo por levar a arma que ele tinha descarregado.
A morte do jovem foi impossível de uma explicação e todas as suspeitas recaíram sobre Stickwell o qual teve de fugir e acabou por se integrar no grupo de Ensenada sem perder a vontade de esclarecer o que se tinha passado. As balas que o traiçoeiro ajudante de xerife tinha retirado da arma foram-lhe sendo enviadas uma a uma com mensagens incitando-o a dizer a verdade. A última bala seria a que o levaria para o paraíso.
Cesar Torre aparece aqui numa fase muito produtiva da sua carreira com uma novela muito interessante, um bom retrato do conflito que naqueles anos dividia a Califórnia.


sábado, 20 de agosto de 2016

NOD057. O nómada

 
Elisa partiu de Chicago, numa galera, com destino a Durham, no Oklahoma. Pretendia juntar-se ao seu marido que partira à procura de uma nova vida.
A jornada foi dura e errática e, se durante os primeiros dias, Elisa não se deparou com qualquer percalço, os problemas em breve surgiram. E o primeiro foi o encontro com um homem que se cruzou no seu caminho, um homem que fazia da sua vida a deslocação constante de um lado para o outro, um «nómada». A partir daquele momento, Fred Queen enfrentou um conjunto de peripécias para guiar aquela mulher até ao seu destino.
Chegados a Durham, parecia impossível encontrar o marido de Elisa, ninguém conhecia Gerald Wells. A razão era simples: o homem tinha mudado de identidade, dominava um negócio não muito limpo e explorava garotas de «saloon». Quando finalmente Elisa o encontrou, foi rejeitada, desprezada. E Fred viu ali o motivo para abandonar a sua vida de nómada.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

NOD056. O pistoleiro do Texas


Joe Dallas é um famoso pistoleiro que, mal chegado à cidade abate cinco poderosos inimigos com a ajuda de um desconhecido a quem ficou reconhecido por lhe ter salvo a vida. Pouco depois, Joe é abordado por uma jovem que o leva a um encontro onde procuram convencê-lo a guiar uma expedição para transportar dinamite para as  minas. Claro que o negócio é perigoso pois alguém se quer apoderar das minas.
Dallas aproveita a ocasião para ganhar bom dinheiro e acaba por convidar o homem que o salvou para o acompanhar. Começa aqui ume estranha aventura que culmina num duelo de morte entre estes dois homens.
Capa excelente, uma tradução do senhor F. Esteves um pouco saltitante, este livro de J.Leon merece fazer parte de qualquer seleção de novelas do Oeste embora este autor tenha melhores narrativas.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

NOD055. Morreu o pistoleiro

(Coleção Arizona, nº 113)
 
Um congressista está para chegar a Dodge City e na sua comitiva segue um rancheiro sem escrúpulos que concebeu uma receção sangrenta para se livrar dele e dominar a região.
Do plano elaborado faz parte a execução do xerife, um antigo presidiário que não tem hesitações para defender a lei. Mas um encontro entre este xerife e o pistoleiro que elaborou o plano de ataque acabou por mudar a relação de forças conduzindo a novela para a regeneração do homem mau.

sábado, 23 de julho de 2016

NOD054. O segredo da índia

 
(Coleção Pólvora, nº 117)
 
 
Aproveitando a ausência dos homens que tinham ido vender gado para o Novo México, um grupo de índios rebeldes atacou uma povoação florescente no Texas cuja população foi massacrada. Mulheres e crianças mortas e escalpadas...
Um grupo de batedores avançou sobre um acampamento de índios pacíficos e dizimou todos os possíveis guerreiros. Escrúpulos de última hora levaram-nos a poupar mulheres e crianças.
Foi então que se aperceberam que aquelas pessoas nada tinham a ver com os que dizimaram a povoação de brancos.
O segredo da índia mostrou-lhes que havia dois brancos malvados a arquitetarem tudo aquilo... brancos que lhe souberam desenhar uma serpente nas costas para que uma maldição nunca mais lhe permitisse cavalgar nas pradarias de Manitu.
A época dos bons livros do Oeste parecia já ter passado, mas este livro de E. L. Retamosa é notável: os conflitos, as intrigas, os mal-entendidos, os preconceitos... tudo aqui tem um lugar e mostra como um período de desenvolvimento pode ser destruído de um momento para o outro.

sábado, 9 de julho de 2016

CNT009. O rapaz vermelho

O conto que hoje trazemos foi publicado no fascículo 334 do Cavaleiro Andante, tendo a particularidade de não ter sido indicado o seu autor e ter uma ilustração de José Ruy. Aqui fica, com a limitação expressa, e se alguma boa alma quiser colaborar com informação, o reconhecimento do »Novelas» será eterno...

segunda-feira, 4 de julho de 2016

NOD053. Joe fugiu!

ESte Joe era um verdadeiro bandido. Para além de ladrão, maltratava a mulher e os filhos e um dia isso saiu-lhe caro pois ela denunciou-o e foi parar à prisão. Elaborou um plano para fugir e vingar-se, tentando utilizar o próprio filho que detinha grande admiração por ele. E. L. Retamosa traz-nos um excelente livro, isto é, um excelente pequeno livro, o segundo da colecção Cow-boy. A capa, de Longeron, mostra um pormenor da fuga de Joe que, junto ao cavalo, de arma na mão, se dessedenta enquanto olha o horizonte.
Como curiosidade, anote-se que esta e outras capas desta primeira fase da Coleção Cow-boy viriam, mais tarde, a ser reutilizadas noutras coleções do Oeste, designadamente na Coleção Sioux em títulos que nada tinham a ver com o original.

sábado, 25 de junho de 2016

NOD052. O destino manda


Ted Niobrara gozava as delícias de um encontro proibido com Bonita Alvarado, a esposa prometida de Trevor Malcolm, quando a sua atenção foi despertada por sinais de sangue que se dirigiam para um palheiro. Foi aí encontrar baleado o seu amigo Jim Carpenter o qual tinha enveredado pela senda do crime na quadrilha Butch Lane.
Ted decidiu proteger o seu amigo e quando o xerife chegou ao local do encontro em perseguição do mesmo, deparando com a sua ligação a Bonita, mentiu garantindo que Jim não se encontrava ali. No rancho de Malcolm, o xerife avisa-o do estranho encontro da prometida com o vaqueiro e Ted e Bonita são obrigados a fugir depois de este matar o rancheiro.
O destino de Ted e Bonita é aquele que Jim queria abandonar o qual acabou por se estabelecer numa povoação fronteiriça, Stonefield, utilizando um nome diferente e sob a capa de uma pessoa honesta. Jim tornou-se num vaqueiro voluntarioso de Norma Reed, uma jovem e bonita viúva que não tardou a enamorar-se dele. O sossego de que Jim desfrutava foi quebrado ao fim de algum tempo por alguém que o reconheceu, alguém que pertencera à sua quadrilha na qual agora Ted granjeava fama de sanguinário. E os papéis parecem inverter-se: Jim a servir a lei, Ted a viver de roubos e assaltos e a aproximar-se do rancho de Norma. Como iria ser o seu reencontro?
Este livro de Dick York é muito interessante e muito bem escrito, pelo que procedemos à sua interrogação no Novelas. Mas quem é este Dick York apenas com uma obra registada na Biblioteca Nacional? Acresce à nossa dúvida o facto de a capa ter sido elaborada por Carlos Alberto. Isso faz-nos que Dick York é um autor português... talvez aquele que se apresenta como tradutor, Dr. Carvalho Lima o que nada tem de anormal já que o mesmo assinou obras com o estranho pseudónimo de Alaric Holvam (um anagrama do seu nome).

quinta-feira, 23 de junho de 2016

CNT008. A primeira pele de Dan Mac Kay

 
Apresentamos hoje um conto de Raul Correia, ilustrado por M.Gustavo (Carlos Alberto Santos) e extraído da Série de Ouro do Jornal do Cuto. O velho Dan Mac Kay recorda um feito de juventude perante aquela que seria a companheira para toda a vida.

terça-feira, 21 de junho de 2016

NOD051. O quinto condenado



«Colorado» Jim, também chamado «Nevada» Jim ou «Risonho» Jim condenou cinco homens à morte, porque na sequência do assalto a uma diligência onde viajava a sua mãe esta foi abatida. Próximo do local do ataque abriu 5 sepulturas e aí foi depositando os corpos daqueles de quem se foi vingando.
Acontece que «Colorado» era o quinto homem que participara no assalto sem saber que a mãe viajava na diligência. Ele próprio que levou um tiro dos viajantes, ficou ferido no próprio local, sendo tomado por um dos que foram atacados e foi tratado como um sobrevivente.
A procura do quarto condenado iria entroncar na estranha história de um jovem raptado pelos índios e criado por estes durante quase uma vintena de anos a quem o pai continuava a procurar. «Colorado» foi abordado por dois indivíduos sem escrúpulos para se fazer passar por esse jovem dadas as semelhanças entre ambos. Ao aceitar participar nessa farsa, acabou por encontrar o quarto homem e uma jovem que lhe fez mudar as intenções.
Dave Turner tem aqui um livro com uma história de desenrolar muito facilitado, mas com certa piada. Vale a pena lê-la para saber como «Colorado» se vingou de si próprio.

 

segunda-feira, 20 de junho de 2016

CNT007. As barras de ouro

Publicamos mais um conto de Edgar Caygill, conto que fez parte da série de ouro do Jornal do Cuto. As ilustrações são de José Baptista (Jobat).
 

sexta-feira, 17 de junho de 2016

CNT006. O mistério do Vale dos Trovões

O conto que agora apresentamos é da autoria de Edgar Caygill e é ilustrado por Vitor Péon, ambos bem conhecidos dos leitores portugueses das décadas de 50 e 60. O nome do autor é um pseudónimo de Roussada Pinto, um sujeito prolífero capaz de escrever um livro por noite e que foi bem conhecido como contista do Oeste e autor de romances policiais. Quanto a Péon teve um percurso nacional e internacional extremamente rico.
O conto, agora apresentado na íntegra, foi publicado em três números seguidos do Mundo de Aventuras (45, 46 e 47), entre 22 de Junho e 6 de Julho de 1950, num momento em que este jornal juvenil tinha feito uma importante mudança de formato: passou de uma revista gigante para um A4 com mais páginas.
O mistério do Vale dos Trovões ilustra bem as caraterísticas do seu autor: uma história cheia de acção, contada de um fôlego, com modificações surpreendentes no desenrolar, centrada num indivíduo em geral mais esperto que os outros. O conto é apresentado mantendo a estrutura original ostentada no MA.O leitor pode apreciar bem o estilo de Caygill, por vezes pouco rigoroso, e, no final, convidamo-lo a responder às questões seguintes:
 
Como é que o Corvo sabia que Mr. Peacock e a jovem iam na mala-posta?
Como é que o Corvo sabia que a jovem era filha do mineiro?
Como era possível levantar tanta poeira numa terra tão enlameada por um Inverno rigoroso?
 
Enfim, se Caygill estivesse entre nós, o que seria um prazer, com certeza encontraria uma boa resposta para estas inconsistências quanto mais não fosse a que se basearia na necessidade de trabalhar em alta velocidade quase sem poder fazer revisão.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

NOD050. Noite de terror

 
Do cimo do monte Taylor, o cavaleiro havia contemplado, naquela manhã, um panorama extraordinariamente maravilhoso. Frondosas colinas que iam declinando para o sul até se fundirem com uma ampla planície de cor acinzentada, pintalgada de grandes manchas verdes, um extensão escura ainda mais longe que se identificava com o horizonte, os picos agrestes dos montes Zuni ao oeste, até ao Arizona, o planalto «Cebola» - uma linha de lados rochosos, irregulares, cor de tijolo – elevando-se sobre as terras planas para o sudoeste, e uma ampla faixa de vegetação, de largura diferente e ziguezagueante, que partia a planície ao meio de Noroeste para Sudoeste. Uma paisagem formosa, especialmente para um homem que vinha das desoladoras imensidades do Noroeste do Novo México e do Sul de Utah.
Sim, mas isso fora pela manhã. Agora, a meio da tarde, o cavaleiro pensava coisas muito diferentes, enquanto contemplava «aquilo».
«Aquilo» era um burrinho morto a tiro, ao lado dos restos de um acampamento saqueado, e dois homens, um deles ainda um rapaz, enforcados sob a copa ampla de um algodoeiro. Eram ambos mexicanos, a julgar pelas suas roupas e, pelos visto, pastores. Dois homens enforcados, um burrito morto, um acampamento saqueado… e até uma dezena de vacas e bezerros, mortos a tiro, sobre ao quais pousara um bando de abutres poucos minutos antes de o cavaleiro ter chegado àquele lugar trágico.
Agora os abutres protestavam, agoirentos, enquanto revoluteavam pelo ar ou permaneciam pousados nas rochas mais próximas. O animal montado pelo cavaleiro desconhecido escarvava o solo, inquieto, e aquele contemplava os cadáveres dos dois pastores com o semblante carregado.~

Aqui deixamos mais uma novela notável de Cliff Bradley, o número 13 da Coleção Arizona. Bradley por vezes tem um discurso extremamente reacionário, mas a sua capacidade narrativa (veja aqui algumas passagens) e criativa é inegável. 
 

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